Brincar ajuda a aprender. E a resolver problemas. E ajuda a fazer parcerias.
E a construir enredos e histórias e a encarnar personagens, mesmo que quem brinca faça de si próprio. E ajuda a dar uma dimensão prática àquilo que se aprende: na sala de aula, no recreio e na escola da vida. E ajuda a ligar ideias e a costurar conhecimentos. E a ligar pessoas, fantasias e até aquilo que, parecendo contraditório, se liga com delicadeza.
Brincar é amigo da matemática, porque põe problemas, e do português, porque lhes dá voz e os veste com palavras. E é amigo das estórias com que se escreve a história.
Brincar tem ciência, e dá química às coisas. É amigo da geometria descritiva e do modo como o espaço se vive e se constrói. E ajuda a progredir com lealdade e com maneiras. E a lidar com a dor e a costurar as frustrações. Liga os riscos com a ousadia. E, claro, casa os compromissos com a liberdade. Por outras palavras, quem não sabe brincar não sabe pensar!